Flat-lay of six smartphones on a neutral desk, each showing a different link-in-bio page, soft daylight, no visible brand logos.
KL
Equipa Kortilink 13 de agosto de 2026 · 6 min de leitura
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Alternativas ao Linktree em 2026: comparação honesta

Pagas cinco a nove euros por mês por uma página que lista botões. A marca da plataforma continua lá em baixo, o domínio próprio custa à parte e, quando vendes alguma coisa, ainda levam comissão. É esta a queixa que mais ouvimos de quem usa link-in-bio em 2026 — e é a razão de este artigo existir.

Comparámos as seis alternativas mais faladas este ano, incluindo a nossa. Aviso desde já: o Kortilink é nosso, e vais notar isso. Mas um comparativo que só elogia o próprio produto não convence ninguém, por isso dizemos onde cada concorrente é melhor do que nós.

O que deves comparar antes de escolher

Ignora as listas de 40 funcionalidades. Na prática, cinco critérios decidem quase tudo:

Linktree: o padrão, com preço de padrão

O Linktree continua a ser o nome que toda a gente conhece, e isso tem valor: integrações com quase tudo, documentação abundante, e ninguém estranha um link linktr.ee. Se precisas de uma integração obscura, é provável que só o Linktree a tenha.

O problema é o que recebes pelo preço. O plano grátis mostra a marca deles na tua página, o domínio próprio exige plano pago, e a página em si é pesada: nas nossas medições, a bio pública de um perfil Linktree faz 109 pedidos e transfere cerca de 190 KB antes de estar utilizável. Para uma página cujo único trabalho é mostrar meia dúzia de links, é muito. Explicamos porque isso importa no artigo sobre velocidade da página bio.

Serve para: quem depende de uma integração específica ou quer a opção mais reconhecida, e não se importa de pagar por isso.

Beacons: faz muito, apoia pouco

O Beacons é o canivete suíço da categoria: media kit, loja, email marketing, ferramentas de IA. No papel, substitui três subscrições.

Na prática, há dois senãos. Primeiro, a página também é pesada — medimos 77 pedidos e 146 KB. Segundo, e mais grave: quando algo corre mal, o suporte tem nota 2,3 em 5 no Trustpilot. Para uma ferramenta que gere pagamentos teus, um suporte que não responde é um risco real, não um detalhe.

Serve para: quem quer tudo numa só ferramenta, tem paciência para a curva de aprendizagem e nunca precisa de falar com o suporte. Este último ponto é difícil de garantir.

Lynkdo: simplicidade primeiro

O Lynkdo tem ganho terreno em 2026 precisamente por não tentar fazer tudo. Botões, um tema, pouco mais. É rápido de configurar e barato.

O reverso é evidente: sem A/B testing, sem blocos agendados, monetização limitada. Se o teu uso é «uma lista de links e mais nada», é uma escolha honesta. Se o teu negócio cresce, vais bater no teto depressa.

Serve para: quem quer o mínimo, bem feito, sem pensar mais no assunto.

AstroLink: aposta no design

O AstroLink é a alternativa para quem acha todas as bios iguais. Os temas são visualmente mais ambiciosos do que a média e a personalização vai mais fundo.

A contrapartida: é dos mais recentes da lista, e páginas com muito efeito visual tendem a pesar. Design bonito que demora quatro segundos a abrir num telemóvel no metro perde para design simples que abre num segundo.

Serve para: criadores em áreas visuais — fotografia, moda, design — onde a estética da própria bio é cartão de visita.

Bio Sites: para quem já vive no Squarespace

O Bio Sites herda o acabamento do Squarespace: templates polidos, marca sólida por trás. Se já tens lá o teu site, a integração é natural e a gestão fica toda no mesmo sítio — e nisso é melhor do que qualquer independente, incluindo nós.

Fora do ecossistema Squarespace, perde interesse: as ferramentas de monetização e analytics são mais rasas do que as de plataformas dedicadas.

Serve para: clientes Squarespace. Para os restantes, há opções mais completas ao mesmo preço.

Stan Store: uma loja, não uma bio

O Stan Store é caso à parte. Não é um link-in-bio com loja; é uma loja com aspeto de link-in-bio. Checkout embutido, funis de venda, uma comunidade enorme de criadores a mostrar resultados. Para vender cursos, ebooks e mentorias, o fluxo de compra deles é dos melhores que testámos — melhor do que o nosso em funis de upsell, e é justo dizê-lo.

Os limites: custa a partir de cerca de 29 dólares por mês, o foco é o mercado norte-americano, e se não vendes produtos digitais estás a pagar uma loja que não usas.

Serve para: quem vive de vender produtos digitais e fatura o suficiente para o preço se pagar a si próprio.

Kortilink: o que fazemos e o que ainda não fazemos

A nossa aposta é diferente em três pontos concretos:

A isto soma-se multi-página, blocos agendados, A/B testing por bloco, domínio próprio e bio multi-língua — útil para quem fala com Portugal e com a diáspora ao mesmo tempo. Os preços estão em pricing, sem asteriscos.

E o que não temos: a lista de integrações do Linktree, os funis do Stan Store, o catálogo de templates de quem existe há dez anos. Somos mais recentes e a comunidade é menor. Se dependes de uma dessas três coisas, sê honesto contigo e escolhe em conformidade.

Resumo: quem deve escolher o quê

  1. Linktree — precisas de integrações específicas e o preço não te pesa.
  2. Beacons — queres tudo-em-um e aceitas o risco do suporte.
  3. Lynkdo — queres o mínimo, sem crescer.
  4. AstroLink — a estética da bio é o teu portefólio.
  5. Bio Sites — já pagas Squarespace.
  6. Stan Store — vendes produtos digitais a sério, sobretudo para os EUA.
  7. Kortilink — queres velocidade, 0% de comissão e domínio próprio sem pagar o dobro. Antes de montar a tua, vê os erros que custam cliques — valem para qualquer plataforma.

Perguntas frequentes

Consigo mudar de plataforma sem perder os meus links?

Sim. Os links continuam teus; o que muda é a página que os mostra. No Kortilink, o importador lê a tua página pública de Linktree ou Beacons e recria os blocos automaticamente. Só tens de atualizar o URL na bio das redes.

O plano grátis chega, ou vou ter de pagar?

Depende do que te incomoda. Em quase todas as plataformas, o grátis mostra a marca delas e bloqueia o domínio próprio. Se a tua bio é montra profissional, conta com o plano pago em qualquer uma — e compara o que cada plano dá, não só o preço.

Vale a pena ter domínio próprio na bio?

Se constróis marca, sim. Um link com o teu nome transmite mais confiança do que um subdomínio partilhado, e se um dia mudares de plataforma o link não morre. É a diferença entre alugar e ser dono da tua morada.