
As visitas chegam. Vês nos analytics que as pessoas abrem a tua bio todos os dias. E depois... nada. Não clicam, não compram, não guardam o teu concerto na agenda. O tráfego não é o problema — o problema está na própria página.
Estes são os sete erros que mais vemos em bios de criadores, músicos e pequenos negócios. Nenhum exige talento para corrigir. Exigem apenas decisão.
Uma bio não é um arquivo; é um balcão. E num balcão, o que queres vender esta semana está à frente, não na prateleira de baixo.
A maioria das pessoas nunca faz scroll numa página de links. Vê os dois ou três primeiros blocos e decide. Se lançaste um single na sexta e o link está em quinto lugar, por baixo do merchandising e do episódio de podcast de março, escolheste perder streams.
A regra é simples: um objetivo por período, esse objetivo no topo. Lançamento, campanha, bilhetes — o que interessa agora manda na ordem. Tudo o resto desce.
Doze botões parecem doze oportunidades. São doze razões para não escolher nenhuma. Quanto mais opções dás, mais tempo a decisão demora — e numa bio, quem hesita fecha. O princípio tem nome, lei de Hick, e aplica-se a qualquer interface: o tempo de decisão cresce com o número de alternativas.
Corta até doer. Quatro a seis blocos visíveis chegam para quase toda a gente. Se tens mesmo muito para mostrar, divide por contexto — no Kortilink podes criar múltiplas páginas: uma bio para o Instagram, outra para imprensa, outra para parceiros. Cada visitante vê só o que lhe diz respeito.
Este é o erro invisível: nunca o vês, porque a tua bio está em cache no teu telemóvel e abre num instante. O teu seguidor no autocarro, com uma barra de rede, tem outra experiência.
As páginas das plataformas mais populares carregam dezenas de scripts antes de mostrar o primeiro botão — nas nossas medições, a bio do Linktree faz 109 pedidos e a do Beacons 77. O web.dev considera que o conteúdo principal deve aparecer em menos de 2,5 segundos; em rede móvel fraca, essas páginas falham o alvo com folga. E cada segundo de espera é uma fatia de visitantes que volta para trás.
Dedicámos um artigo inteiro a este tema, com os números medidos: porque é que a velocidade da página bio importa.
Tocas num link do Spotify e abre... o browser embutido do Instagram, com o Spotify em versão web, deslogado, a pedir para instalares uma app que a pessoa já tem. Duas frições, zero streams.
Um link bem configurado abre na app nativa: Spotify na app do Spotify, YouTube na app do YouTube, já com sessão iniciada. No Kortilink isto vem de série no encurtador — o mesmo link deteta o dispositivo e encaminha para a app certa. Para música e vídeo, este detalhe sozinho muda a taxa de conversão.
O mesmo vale para contacto: se o teu negócio fecha vendas por WhatsApp, o botão deve abrir a conversa diretamente, com mensagem pré-preenchida — vê como funciona em kortilink.com/whatsapp — e não uma página com o número escrito para copiar à mão.
«Bilhetes para o concerto de 12 de maio» — e estamos em agosto. Uma bio com conteúdo morto diz ao visitante que ninguém olha para aquilo, e ele trata-a da mesma forma.
O problema raramente é preguiça; é depender de memória. A solução é tirar a memória da equação: blocos agendados. Defines quando o bloco entra e quando sai. O pré-save aparece à meia-noite do lançamento, o link dos bilhetes desaparece no dia seguinte ao concerto. A bio mantém-se limpa sem que penses nela.
«Ouve o novo single» ou «Já disponível em todas as plataformas»? Botão vermelho ou preto? A tua intuição tem opinião; os teus visitantes têm dados.
É para isso que serve o A/B testing por bloco: duas versões do mesmo botão, tráfego dividido, e ao fim de uns dias sabes qual converte mais — sem achismos. Poucas plataformas o oferecem ao nível do bloco individual; nós oferecemos, e é das funcionalidades mais subaproveitadas que temos. Quem a usa raramente volta a decidir texto de botão por palpite.
Este erro é especialmente caro para quem fala com Portugal e com a diáspora ao mesmo tempo — ou para músicos com público em dois países. Uma bio só em português perde o booker francês; só em inglês, esfria o público de casa.
A resposta não é escrever tudo duas vezes no mesmo botão, que fica ilegível. É uma bio multi-língua: a página deteta a língua do visitante e mostra a versão certa. Um link, duas audiências, cada uma servida na sua língua.
Não corrijas os sete de uma vez. Faz assim:
Se depois disto quiseres comparar plataformas com olhos abertos, escrevemos uma comparação honesta das alternativas ao Linktree em 2026 — incluindo os pontos em que os concorrentes nos ganham.
Entre quatro e seis visíveis. Menos do que isso se tens uma campanha ativa — nesse caso, o ideal é o bloco da campanha dominar a página. Se precisas de mostrar mais, divide por várias páginas em vez de empilhar tudo numa.
Sempre que o teu objetivo muda — lançamento, evento, promoção. Na prática, uma revisão quinzenal chega, desde que uses blocos agendados para as entradas e saídas previsíveis. O que não pode acontecer é conteúdo com data ultrapassada continuar visível.
A ordem dos blocos e o corte de opções custam zero em qualquer plataforma. Blocos agendados, A/B testing e multi-língua dependem do plano — no nosso caso, vê o que cada plano inclui em pricing antes de decidir se precisas deles já.